CRONICAS DE ALEM TUMULO PDF

He is the most read author from Latin America note: Mackenzie Melo rated it it was amazing Dec 28, Inappointed for the Nobel Peace Prize, when his name gathered 2 million signatures for submission. Scarzelli simply advised the family to restrict his reading he believed they were the reason for the fantasies and put him to work; Francisco, then, was hired to work in a textile factory, where he was submitted to rigorous discipline of extended working hours; which brought serious consequences that lasted for the rest of his life. Being the reason for why he would never accept the money attained from selling his books. The medium died at the age of 92, due to a cardio respiratory arrest inAccording to friends and close relatives, Chico had asked God to take him away in ds day which all Brazilian people were very happy and the country under some kind of celebration; [ citation needed ] this way, no one would be sad with his departure. Henrique marked it as to-read Aug 26, It is said that the spirit of his mother advised him not to respond to the criticism. The city of Uberaba Town where Chico lived recently started the construction of a memorial in his honor.

Author:Mataur Kajin
Country:Lebanon
Language:English (Spanish)
Genre:Health and Food
Published (Last):16 December 2017
Pages:148
PDF File Size:20.19 Mb
ePub File Size:5.1 Mb
ISBN:861-1-82878-624-7
Downloads:45635
Price:Free* [*Free Regsitration Required]
Uploader:Fauzilkree



Se voc gostou deste livro e tem oportunidade de adquiri-lo, faa-o, pois os direitos autorais so doados a instituies de caridade. Eu mesmo, em toda a bagagem de minha produo Literria no mundo, nunca deixei transparecer qualquer Laivo de crena nesse sentido. Apegando-me ao resignado materialismo dos meus ltimos tempos, desalentado em face dos problemas transcendentes do Alm-Tmulo, no tive coragem de enfrent-los, como, um dia, fizeram Medeiros e Albuquerque e Coelho Neto, receoso do fracasso de que deram testemunho, como marinheiros inquietos e imprudentes, regressando ao porto rido dos preconceitos humanos, mal se haviam feito de vela ao grande oficia das expresses fenomnicas da doutrina, onde os espritas sinceros, desassombrados e incompreendidos, so aqueles arrojados e rudes navegadores da Escola de Sagres que, fora de sacrifcios e abnegaes, acabaram suas atividades descobrindo um novo continente para o mundo, dilatando as suas esperanas e santificando os seus trabalhos.

Dentro da sinceridade que me caracterizava, no perdi ensejos para afirmar as minhas dvidas, expressando mesmo a minha descrena acerca da sobrevivncia espiritual, desacorooado de qualquer possibilidade de viver alm dos meus ossos e das minhas clulas doentes Os livros da doutrina eram para o meu esprito como soberbos poemas de um idealismo superior do mundo subjetivo, sem qualquer feio de realidade prtica, onde eu afundava as minhas faculdades de anlise nas fices encantadoras; suas promessas e sua mstica de consolos eram o brando anestsico que conseguira aliviar muitos coraes infortunados e doloridos, mas o meu era j inacessvel atuao do sedativo maravilhoso, e o pior enfermo sempre aquele que j experimentou a ao de todos os especficos conhecidos.

Em , um dos meus companheiros da Academia de Letras solicitou minha ateno para o texto do Parnaso de Alm-Tmulo. As rimas do outro mundo enfileiravam-se com a sua pureza originria nessa antologia dos mortos, atravs da mediunidade de Francisco Xavier, o caixeiro humilde de Pedro Leopoldo, impressionando os conhece-dores das expresses estilsticas da lngua portuguesa.

Por minha vez, procurei ouvir a palavra de Augusto de Lima, a respeito do fato inslito, mas o grande amigo se esquivou ao assunto, afirmando: Certamente, entre as novidades da minha terra, Pedro Leopoldo concorre com um novo Baro de Munchhausen. A verdade, porm, que pude atravessar as guas pesadas e escuras do Aqueronte e voltar do mundo das sombras, testemunhando a grande e consoladora verdade.

A visita de um morto, na maioria das hipteses, constitui sempre um fato importuno e desagradvel. Para os vivos, que pautam a existncia pelo pentagrama das convenes sociais, o morto com as suas verdades ser invariavelmente um fantasma importuno, e temos de acomodar os imperativos da lgica s concepes do tempo em que se vive. Seitas essas consideraes, eis-me diante do Leitor, com um livro de crnicas de AlmTmulo. Desta vez, no tenho necessidade de mandar os originais de minha produo literria a determinada casa editora, obedecendo a dispositivos contratuais, ressalvando-se a minha estima sincera pelo meu grande amigo Jos Olmpio.

A Lei j no cogita mais da minha existncia, pois, do contrario, as atividades e os possveis direitos dos mortos representariam sria ameaa tranquilidade dos vivos. Enquanto a consumia o fosfato do crebro para acudir aos imperativos do estmago, posso agora dar o volume sem retribuio monetria. O mdium est satisfeito com a sua vela singela, dentro da pauta evanglica do dai de graa o que de graa recebestes e a Federao Esprita Brasileira, instituio venervel que o Prefeito Pedro Ernesto reconheceu de utilidade pblica, cuja Livraria vai imprimir o meu pensamento, sobejamente conhecida no Rio de Janeiro, pelas suas respeitveis finalidades sociais, pela sua assistncia aos Necessitados, pelo seu programa cristo, cheio de renncias e abnegaes santificadoras.

A est o Livro com a minha Lembrana humilde. Que ele possa receber a bno de Deus, constituindo um conforto para os aflitos e para os tristes do microcosmo onde vivi. Que no se precipitem em suas apreciaes os que no me puderem compreender. A morte ser a mesma para todos. A cada qual ser reservado um bangal subterrneo e a sentena clara da justia celeste.

Quanto aos espritos superiores da crtica contempornea, cristalizados nas concepes da poca, que esperem pacientemente pelo Juzo Final, com as suas milagrosas revelaes. No serei eu quem Lhes v esclarecer o entendimento, contando quantos pares de meias usou em toda a vida, ou descobrindo o nmero exato de seus anos, atravs de mesas festivas e alegres. Aguardem com calma o toque de reunir das trombetas de Josaf. Pedro Leopoldo, 25 de junho de Como um menino que vai pela primeira vez a uma feira de amostras, imaginava o conhecido chaveiro dos grandes palcios celestiais.

Via S. Pedro de mos enclavinhadas debaixo do queixo. Presumia-o um velhote bem conservado, igual aos senadores do tempo da monarquia no Brasil, cofiando os longos bigodes e os fios grisalhos da barba respeitvel. Talvez que o bom apstolo, desentulhando o ba de suas memrias, me contasse algo de novo: algumas anedotas a respeito de sua vida, segundo a verso popular; fatos do seu tempo de pescarias, certamente cheios das estroinices de rapazola.

As jovens de Sforis e de Cafarnaum, na Galilia, eram criaturas tentadoras com os seus lbios de rom amadurecida. Pedro por certo diria algo de suas aventuras, ocorridas, est claro, antes da sua converso doutrina do Nazareno. No encontrei, porm, o chaveiro do Cu. Nessa decepo, cheguei a supor que a regio dos bem-aventurados deveria ficar encravada em alguma cordilheira de nuvens inacessveis.

Tratava-se, certamente, de um recanto de maravilhas, onde todos os lugares tomariam denominaes religiosas, na sua mais alta expresso simblica: Praa das Almas Benditas, Avenida das Potncias Anglicas. No corao da cidade prodigiosa, em paos resplandecentes, Santa Ceclia deveria tanger a sua harpa acompanhando o coro das onze mil virgens, cantando ao som de harmonias deliciosas para acalentar o sono das filhas de Aqueronte e da Noite, a fim de que no viessem, com as suas achas incandescentes e vboras malditas, perturbar a paz dos que ali esqueciam os sofrimentos, em repouso beatfico.

De vez em quando se organizaram, nessa regio maravilhosa, solenidades e festas comemorativas dos mais importantes acontecimentos da Igreja. Os papas desencarnados seriam os oficiantes das missas e Te-Deuns de grande gala, a que compareceriam todos os santos do calendrio; S.

Francisco Xavier, com o mesmo hbito esfarrapado com que andou pregando nas ndias; S. Jos, na sua indumentria de carpinteiro; S. Sebastio na sua armadura de soldado romano; Santa Clara, com seu perfil lindo e severo de madona, sustentada pelas mos minsculas e inquietas dos arcanjos, como rosas de carne loura. As almas bem conceituadas representariam, nas galerias deslumbrantes, os santos que a Igreja inventou para o seu hagiolgio.

Julguei, ento, que os espritas estavam mais acertados em seus pareceres. Deveria reencontrar os que haviam abandonado as suas carcaas na Terra, continuando a mesma vida. Busquei relacionar-me com as falanges de brasileiros emigrados do outro mundo.

Idealizei a sociedade antiga, os patrcios ilustres a refugiados, imaginando encontr-los em uma residncia principesca como a do Marqus de Abrantes, instalada na antiga chcara de Dona Carlota, em Botafogo, onde recebiam a mais fina flor da sociedade carioca das ltimas dcadas do segundo reinado, cujas reunies, compostas de fidalgos escravocratas da poca, ofuscavam a simplicidade monacal dos Paos de S.

E pensei de mim para comigo: Os rabinos do Sindrio, que exararam a sentena condenatria de Jesus-Cristo, querero saber as novidades de Hitler, na sua fria contra os judeus. Os remanescentes do prncipe de Bismarck, que perderam a ltima guerra, desejariam saber qual a situao do negcios franco-alemes.

Contaria aos israelitas a histria da esterilizao, e aos seguidores do ilustre filho de schoenhausen as questes do plebiscito do Sarre. Cada bem-aventurado me viria fazer uma solicitao, s quais eu atenderia com as habilidades de um porta-novas acostumado aos prazeres maliciosos do boato. Enganara-me, todavia. Ningum de preocupava com a Terra, ou com as coisas da sua gente.

Tranqilizem-se, contudo, os que ficaram, porque, se no encontrei o Padre Eterno com as suas longas barbas de neve, como se fossem feitas de paina alva e macia, segundo as gravuras catlicas, no vi tambm o Diabo. Logo que tomei conta de mim, conduziram-me a um solar confortvel, como a Casa dos Bernardelli, na praia de Copacabana.

Semelhante a uma abadia de frades na Estria, espanta-me o seu aspecto imponente e grandioso. Procurei saber nos anais desse casaro do outro mundo as notcias relativas ao planeta terreno.

Examinei os seus inflios. Nenhum relato havia a respeito dos santos da corte celestial, como eu os imaginava, nem aluses a Mefistfeles e ao Amaldioado. Ignorava-se a histria do fruto proibido a condenao dos anjos rebelados, o decreto do dilvio, as espantosas vises do evangelista no Apocalipse. As religies esto na Terra muito prejudicadas pelo abuso dos smbolos.

Poucos fatos relacionados com elas estavam naqueles documentos. O nosso muno insignificante demais, pelo que pude observar na outra vida. Conforta-me, porm, haver descoberto alguns amigos velhos, entre muitas caras novas.

Encontrei o Emlio radicalmente transformado. Contudo, s vezes, faz questo de aparecerme de ventre rotundo e rosto bonacheiro, como recebia os amigos na Pascoal, para falar da vida alheia. Filho- exclama sempre -, h momentos nos quais eu desejaria descer ao Rio, como o homem invisvel de Wells, e dar muita paulada nos bandidos de nossa terra. E, na graa de quem, esvaziando copos, andou enchendo o tonel das Danaides, desfolha o caderno de suas anedotas mais recentes. A vida, entretanto, no mais idntica da Terra.

Novos hbitos. Novas preocupaes e panoramas novos. A minha situao a de um enfermo pobre que se visse de uma hora para outra em luxuosa estao de guas, com as despesas custeadas pelos amigos. Restabelecendo a sade, estudo e medito. E meu corao, ao descerrar as folhas diferentes dos compndios do infinito, pulsa como o do estudante novo. Sinto-me novamente na infncia. Meu Deus, estou aprendendo agora os luminosos alfabetos que os teus imensos escreveram com giz de ouro resplandecente os livros da Natureza.

Faze-me novamente menino para compreender a lio que me ensina! Sei hoje, relendo os captulos da tua glria, por que vicejam na Terra os cardos e os jasmineiros, os cedros e as ervas, por que vivem os bons e os maus, recebendo, numa atividade promscua da tua casa. No trago do mundo, Senhor, nenhuma oferenda para a tua grandeza! No possuo seno o corao, exausto de sentir e bater, como um vaso de iniqidades. Mas, no dia em que te lembrares do msero pecador que te contempla no teu doce mistrio como lmpada de luz eterna, em torno da qual bailam os sis como pirilampos acesos dentro da noite, fecha os teus olhos misericordiosos para as minhas fraquezas e deixa cair nesse vaso imundo uma raiz de aucenas.

Ento, Senhor, como j puseste lume nos meus olhos, que ainda choram, plantars o lrio da paz no meu corao que ainda sofre e ainda ama. No antigo Pao da Boa vista, nas audincias dos sbados, quando recebia toda gente, atendeu D.

Pedro II a um negro velho, de carapinha branca, e em cujo rosto, enrugado pelo frio de muitos invernos, se descobria o sinal de muita penas e muitos maus-tratos. Meu Senhor grande exclamou o infeliz como duro ser escravo! O magnnimo imperador encarou suas mos cansadas no leme da direo do povo e aquelas outras, engelhadas, na excrescncia dos calos adquiridos na rude tarefa das senzalas, e tranqilizando-o comovido: - meu filho, tem pacincia! Tambm sou escravo dos meus deveres e eles so bem pesados Teus infortnios vo diminuir E mandou libertar o preto.

Mais tarde, nos primeiros tempos do seu desterro, o bondoso monarca, a bordo do Alagoas, recebeu a visita do seu ex-ministro; s primeiras interpelaes de Ouro Preto, respondeu-lhe o grande exilado: -Em suma, estou satisfeito e tranqilo.

E, aludindo sua expatriao: a minha carta de alforria Agora posso ir onde quero. A coroa era pesada demais para a cabea do monarca republicano. Aos que perguntarem no mundo sobre a minha posio em face da morte, direi que ele teve para mim a fulgurao de um Treze de Maio para os filhos de Angola. A morte no veio buscar a minha alma, quando esta se comprazia nas redes douradas da iluso.

A sua tesoura no me cortou fios da mocidade e de sonho, porque eu no possua seno neves brancas espera do sol para se desfazerem. O gelo dos meus desenganos necessitava desse calor de realidade, que a morte espalha no caminho em que passa com a sua foice derrubadora. Resisti, porm ao seu cerco como Aquiles no herosmo indomvel de quem v a destruio de suas muralhas e redutos. Na minha trincheira de sacos de gua quente, eu a vi chegar quase todos os dias Mirava-me nas pupilas chamejantes dos seus olhos, pedindo-lhe complacncia e ela me sorria consoladora nas suas promessas.

LA ILIADA DE HOMERO ZIG ZAG PDF

Crônicas de Além-Túmulo – Francisco Cândido Xavier

.

LG 50PC5DC PDF

Crônicas de Além-Túmulo

.

BUDDAKAN MENU PDF

CRONICAS DE ALEM TUMULO PDF

.

LEI 11638 COMENTADA PDF

Crônicas de Além Túmulo – Francisco Candido Xavier

.

Related Articles